O Banquete da Graça: Vivendo o Amor e a Comunhão do Pai - Esboço

O Banquete da Graça: Vivendo o Amor e a Comunhão do Pai -

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Título: "O Banquete da Graça: Vivendo o Amor e a Comunhão do Pai"​
Tema: "Os Filhos Perdidos: A Graça que Restaura e a Comunhão que Alegra"​
Texto Base: Lucas 15​
Leitura: Lucas 15: 11-32 ​
Versão: Nvi​
Carlos Rodrigo Perdonsin

Resumo: A mensagem central do sermão, que é a compreensão de que tanto o filho pródigo quanto o irmão mais velho estão perdidos de maneiras diferentes, e como a graça do pai e a comunhão entre os filhos são essenciais para a verdadeira alegria e restauração espiritual. O banquete representado na parábola é o convite de Deus para todos, seja para aqueles que se afastaram ou para aqueles que, apesar de permanecerem na casa do Pai, não experimentam a plenitude do amor e da graça

​Lucas 15
11 Jesus continuou: "Um homem tinha dois filhos.
12 O mais novo disse ao seu pai: ‘Pai, quero a minha parte da herança’. Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles.
13 "Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha, e foi para uma região distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente.
14 Depois de ter gasto tudo, houve uma grande fome em toda aquela região, e ele começou a passar necessidade.
15 Por isso foi empregar-se com um dos cidadãos daquela região, que o mandou para o seu campo a fim de cuidar de porcos.
16 Ele desejava encher o estômago com as vagens de alfarrobeira que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada.
17 "Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome!
18 Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti.
19 Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados’.
20 A seguir, levantou-se e foi para seu pai. "Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou.
21 "O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho’.
22 "Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés.
23 Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e comemorar.
24 Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar.
25 "Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando se aproximou da casa, ouviu a música e a dança.
26 Então chamou um dos servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo.
27 Este lhe respondeu: ‘Seu irmão voltou, e seu pai matou o novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo’.
28 "O filho mais velho encheu-se de ira, e não quis entrar. Então seu pai saiu e insistiu com ele.
29 Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos.
30 Mas quando volta para casa esse seu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele! ’
31 "Disse o pai: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu.
32 Mas nós tínhamos que comemorar e alegrar-nos, porque este seu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado’ "

INTRODUÇÃO!

Pensei em falar sobre gratidão, mas nada melhor q falar sobre o que Deus mais ministrou ao meu coração 

Esta é uma das parábolas mais conhecidas da Bíblia, amplamente reconhecida até fora dos círculos cristãos, sendo mencionada em músicas, histórias e diversas narrativas populares.  

A parte mais famosa da parábola é a história do chamado *filho pródigo*, o filho mais novo que se afasta de casa. No entanto, ao analisarmos mais profundamente, percebemos que ambos os filhos estão perdidos. Por isso, considero que um título mais adequado para essa passagem seria: **"Os Filhos Perdidos"**.  

Essa parábola ilustra de forma clara os dois principais grupos da humanidade. O filho mais novo representa aqueles que se afastam de Deus, buscando satisfazer os desejos carnais através do pecado. Como está escrito em Gálatas 5.16: *“Andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.”*  

Por outro lado, o filho mais velho permanece em casa, confiando em sua própria justiça e tentando, de alguma forma, "comprar" o amor do pai. Ele também satisfaz a carne, pois buscar justificar-se pelas obras é outra forma de orgulho e autojustificação, como ensinado em Mateus 6.1-14.

Devassidão x Hipocrisia 

Se entrar em um local de devassidão, todos vão aceitar a sua condição.

Perdido dentro das igrejas, será mais difícil, por isso Jesus foi mais duro 

A narrativa nos conta que o pai repartiu a herança entre os dois filhos. O mais jovem, ao receber sua parte, partiu para uma terra distante, onde desperdiçou tudo vivendo de forma dissoluta. Ele chegou ao ponto de cuidar de porcos e desejar comer da comida destinada a eles. Dentro do contexto judaico, isso revela o extremo da degradação moral e espiritual a que ele havia chegado.  

As parábolas anteriores de Lucas 15 — a da ovelha perdida e da moeda perdida — ajudam a contextualizar esta. Aqui, o filho mais novo claramente simboliza os publicanos e pecadores mencionados no versículo 1 de Lucas 15, enquanto o filho mais velho representa os fariseus e mestres da lei, que murmuravam porque Jesus se relacionava com esses pecadores.  

Sem dúvida, todos nós podemos nos identificar, em algum grau, com ambos os personagens desta parábola. É uma passagem que Deus tem usado profundamente para ministrar ao meu coração ao longo dos anos. 

Tempo: 10 minutos 


I Entre na festa da Graça, o Amor de Deus é para você!

​Lucas 15:
25 "Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando se aproximou da casa, ouviu a música e a dança.
26 Então chamou um dos servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo.
27 Este lhe respondeu: ‘Seu irmão voltou, e seu pai matou o novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo’.
28 "O filho mais velho encheu-se de ira, e não quis entrar. Então seu pai saiu e insistiu com ele.


Quando Não Reconhecemos Que Todos Somos Pecadores, Nos Afastamos da Verdadeira Alegria Que a Graça de Deus Nos Proporciona
Lucas 15.32 – "Mas nós tínhamos que comemorar e alegrar-nos."
O Filho Mais Velho: Uma Ilusão de Justiça
Ao olhar superficialmente para a parábola do filho pródigo, muitos assumem que o filho mais velho é o exemplo de fidelidade. Ele permaneceu na casa do Pai, trabalhou e seguiu suas ordens, enquanto o filho mais novo se perdeu em pecados evidentes. Entretanto, um exame mais profundo revela que o filho mais velho estava igualmente perdido, apenas de uma forma diferente.
Grande parte das mensagens que ouvimos em nossa caminhada cristã enfatiza o erro do filho mais novo. Afinal, os editores da Bíblia até intitulam essa passagem como "O Filho Pródigo". O foco, geralmente, está na redenção daquele que se desviou e voltou arrependido. Contudo, a condição espiritual do filho mais velho merece tanta atenção quanto a do mais novo.
Fariseus e mestres da lei, pensavam justamente isso, “não sou como este publicano” Lucas 18.9-14
Muitos de nós, filhos e netos de crentes, crescemos na igreja, convivendo com irmãos que se "desviaram" ao longo da jornada. Muitas vezes, nos consideramos diferentes ou melhores por nunca termos nos afastado. Achamos que nossa obediência e permanência nos bastam, enquanto julgamos os outros com frases prontas: "Ah, aquele é um desviado."
Essa atitude reflete o mesmo problema do filho mais velho. Ele passou anos ao lado do Pai, cumprindo suas tarefas, mas sem experimentar a verdadeira alegria e a consternação que a graça de Deus oferece. Quantos de nós estamos nessa mesma posição? Trabalhamos no ministério, seguimos regras, mas vivemos como servos, não como filhos, distantes da essência da graça.


A Graça Gera Alegria e Consternação.


Eu já estive nessa posição. Cresci na igreja, nunca me desviei e achava que isso era suficiente. Lia livros como O Peregrino, de John Bunyan, e A Vida de David Brainerd, mas, com 17 anos, aquilo parecia confuso para mim. Mais tarde, ao estudar a vida de homens como John Wesley, percebi algo interessante: Wesley, mesmo depois de anos de ministério, reconheceu que sua verdadeira conversão ocorreu ao compreender a graça de Deus ao ler um comentário de Romanos, de Lutero.
Comigo aconteceu algo semelhante. Eu já havia tido encontros genuínos com o Senhor, pregado o evangelho, batizado pessoas e compreendido a história da redenção. No entanto, ao olhar para meus sermões daquela época, percebo que a salvação era um tema pouco frequente e a graça, menos ainda. Minha vida parecia envolta por uma nuvem espiritual.
Eu vivia uma servidão religiosa, seguindo regras tradições, acreditando que isso era servir a Deus. Por fora, eu tinha uma aparência séria, mas, por dentro, havia uma inquietação. Lia sobre Lutero e Spurgeon e sabia que havia algo mais profundo na graça, mas aquilo parecia escapar das minhas mãos.
Foi ao preparar uma série de sermões em Gálatas que minha visão começou a mudar. Estudando o livro, percebi que era um legalista afastado do amor de Deus. Gálatas me levou a Romanos, e, naquele momento, o véu caiu. Eu me reconheci como um perdido, não como o filho que desperdiçou a herança, mas como o filho mais velho: orgulhoso, rancoroso e cheio de justiça própria.


A Reação do Filho Mais Velho à Graça.

 

Quando os fariseus e escribas viram Jesus perdoar pecadores com palavras simples como "Tua fé te salvou" ou "Vai e não peques mais", eles se sentiram ofendidos. Esse é exatamente o sentimento do irmão mais velho ao saber da festa para o retorno do caçula. Ele reagiu com raiva: "Um bezerro cevado? Uma festa?!"
Quantas vezes sentimos o mesmo ao ver Deus abençoar ou perdoar aqueles que, em nossa opinião, não merecem? A verdade é que a salvação pertence a Deus. Ela não é um pagamento pelos nossos méritos, mas um presente gratuito que Ele dá a quem quiser.
Note que o Pai vai ao encontro de ambos os filhos. Ele corre para abraçar o mais novo quando este retorna, e insiste com o mais velho para que entre na festa. O amor de Deus é para todos. Tanto o pródigo, que precisa reconhecer sua indignidade, quanto o legalista, que precisa abandonar seu orgulho, são chamados de filhos pelo Pai.

A Salvação é um Presente de Deus!


Seja para os israelitas que buscavam guardar a lei de forma fiel, seja para os gentios que agora se achegavam a Deus por meio de Jesus, a salvação só pode ser recebida como um presente. Não há méritos humanos suficientes para garanti-la.
Lembre-se do centurião de Cafarnaum, em Lucas 7.4-6. Apesar de sua generosidade e devoção, ele disse: "Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres debaixo do meu teto." Essa é a atitude que devemos ter: um coração humilde, que reconhece que tudo vem da graça de Deus.
Entre Hoje na Festa da Graça
O convite para a festa da graça está aberto a todos. Não importa se você é como o filho mais novo, que se desviou em pecados evidentes, ou como o filho mais velho, que permaneceu na casa, mas viveu distante em seu coração.
O preço já foi pago por Jesus. Tudo o que você precisa fazer é reconhecer sua necessidade de graça. Mas lembre-se: a festa não é só para você. Assim como o Pai chama os dois filhos, Ele também chama outros para participar dessa celebração.
Hoje, entre na festa da graça. Deixe para trás a justiça própria, o orgulho e a condenação. Experimente a verdadeira alegria que só a graça de Deus pode proporcionar!

20 minutos

II. Não Rejeite a Mesa da Comunhão!

Lucas 15.30 – "Mas quando volta para casa esse seu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele!"
O Irmão Mais Velho e a Rejeição da Comunhão
O irmão mais velho, ao ver o retorno de seu irmão e a celebração preparada pelo pai, recusa-se a participar do banquete. Ele não apenas rejeita a festa, mas também rejeita o relacionamento com seu irmão. Esse comportamento reflete uma falta de comunhão, tanto com a família quanto com o Pai, e nos ensina como a ausência de comunhão pode nos afastar da alegria de viver na comunidade cristã.
Ele não consegue olhar além dos erros e pecados do outro. Sua falta de empatia o impede de entender o coração do pai e de participar da reconciliação e da alegria. Ele se isola, preso à sua justiça própria e ao ressentimento.

Empatia: Um Chamado de Deus!

A empatia, essa capacidade de se colocar no lugar do outro, é essencial para os servos de Deus. Moisés exemplifica isso em Êxodo 2.11, quando, ao ver um hebreu sendo espancado por um egípcio, sente o peso da opressão de seus irmãos. Mais tarde, em Êxodo 32, quando Deus ameaça destruir Israel no deserto, Moisés intercede pelo povo, colocando-se diante de Deus em favor deles.
Essa mesma empatia é o que Jesus ensina quando defende seus discípulos ao colherem espigas no sábado ou quando cura o homem de mão atrofiada na sinagoga (Mateus 12.11). Ele nos lembra que "o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado" (Marcos 2.27). A verdadeira comunhão exige que olhemos para além de regras e julgamentos e nos conectamos com as necessidades dos outros.
A Comunhão na Vida Prática: Um Testemunho Pessoal
Deus trabalha em nossos corações de formas inesperadas. Eu, por exemplo, tinha dificuldade em abrir minha casa para uma célula, não por discordar da visão da igreja, mas porque não gostava da ideia de invadir minha privacidade. Quando reformei minha casa, minha esposa sugeriu que usássemos uma sala para a célula. Minha resposta foi categórica: "Não." Para mim, lugar de gente era na igreja, não na minha casa.
Transformei aquele espaço em um refúgio pessoal, minha "caverna do guerreiro". No entanto, anos depois, Deus trabalhou em meu coração, e abri a casa para uma célula. Adivinhe qual espaço foi escolhido? Justamente aquele que eu queria para mim. Mas dessa vez, abri com alegria, e não por obrigação.
Aquele lugar, que antes eu usava para me isolar, tornou-se o local onde mais fui abençoado nas provas deste ano. Lembro-me de estar profundamente angustiado em um dia difícil, e, ao chegar o momento da célula, começamos a louvar. Senti a presença de Deus de forma tão poderosa que minha angústia foi transformada em paz. Foi ali que aprendi o verdadeiro valor da comunhão.
Amar a Deus é Amar ao Próximo
O irmão mais velho dizia nunca ter violado os mandamentos, mas esquecia do principal: amar ao próximo. Como diz 1 João 4.21: "Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão." Ao nos afastarmos da comunhão com os outros, nos privamos do cuidado e do amor de Deus, pois Ele usa pessoas para cuidar de nós, e nos usa para cuidar de outros.
Não acho que todo cristão seja obrigado a abrir sua casa para uma célula, mas posso dizer que, quando você o faz, algo muda na sua percepção do Evangelho. Nos Evangelhos, vemos a casa de Pedro, Mateus e Zaqueu sendo usadas como espaços de comunhão e transformação. Em Atos, as casas de Priscila e Áquila, Lídia e outros serviram como pontos de partida para a igreja primitiva. A primeira igreja da Europa provavelmente começou em uma casa, a casa de Lidia.
Depois que você experimenta abrir sua casa, esses textos ganham um sentido mais profundo. Eles não são mais apenas histórias distantes, mas testemunhos vivos do que Deus pode fazer por meio da comunhão.

A Mesa da Comunhão Está Posta

Empatia se colocar no nivel do outro!

Deus nos convida à mesa da comunhão, tanto com Ele quanto com os nossos irmãos. Quando rejeitamos essa mesa, nos isolamos da alegria que o Evangelho oferece. Mas, quando nos abrimos para amar e ser amados, experimentamos o cuidado e o amor de Deus de forma poderosa.
Hoje, o convite é para você. Não rejeite a comunhão. Não rejeite o outro. Esteja disposto a abrir seu coração – e talvez até sua casa – para viver a plenitude do Evangelho. A mesa está posta. Venha, participe, e experimente a alegria que só a comunhão com Deus e com os irmãos pode proporcionar!

30 minutos 

III Aproveite, o Banquete é Completo!


​Lucas 15:
“29 Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos…31 "Disse o pai: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu.”
29 Tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço


Se tiver passado de 40 minutos pular a reflexão

Reflexão bem batida, mas bem vinda!
Imagine uma viagem que você planejou com tanto cuidado. Você resolve visitar uma agência de turismo e comprar um pacote completo para passar sete dias em um resort. Apesar de toda a expectativa, preocupado com os custos de comer fora, decide levar sua própria comida em recipientes térmicos. Passam-se quatro dias e a vontade de tomar um café fresco o domina. Então, você decide experimentar uma pequena xícara, mesmo sabendo que pode ser caro. Para sua surpresa, ao pagar descobre que o café – e tudo o mais – já estava incluso no pacote.
Essa situação ilustra o que acontece quando não compreendemos o que significa o “banquete completo” que Deus nos oferece.

O que é esse pacote completo?

Primeiramente, precisamos lembrar que o “tudo” de Deus é muito mais do que a visão limitada pregada pelo Evangelho da Prosperidade, que reduz a grandiosidade do evangelho à aquisição de bens materiais e saúde física.
Desfrutar o banquete de Deus é experimentar o Seu amor e graça. 
A maior bênção que podemos receber nesta vida é a graça de Deus, que é um favor imerecido. Como David Brainerd, conhecido por sua melancolia e contemplação, afirmou: a graça de Deus é o maior presente que podemos experimentar.
Um Reino de Amor
Somos servos de Deus porque fomos comprados por Ele, mas não servimos a um reino de opressão. Pelo contrário, pertencemos a um reino de amor. O próprio Jesus, após Sua ressurreição, perguntou a Pedro: “Tu me amas?” (João 21:17). Esse é o chamado de Deus para nós: servi-lo por amor, e não por obrigação.
Sem amor, o trabalho cristão se transforma em ativismo, e o ativismo, com o tempo, torna-se um fardo insuportável de carregar.
“Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos”
A reclamação do filho mais velho reflete a dificuldade de muitos em se alegrar. Quantas vezes deixamos de desfrutar o que Deus tem para nós porque estamos presos a sentimentos de amargura ou julgamentos contra aqueles que chamamos de irmãos?
Outras vezes, nos isolamos, recusando comunhão. Mas Deus nos chama para vivermos em união, celebrando Suas bênçãos com gratidão.

Exemplo pessoal:

Na minha família, aos domingos, a churrasqueira era uma tradição. Houve épocas de fartura, com filé mignon e costela, mas também momentos de dificuldade, quando o churrasco era feito com galeto, hambúrguer ou salsichas. Ainda assim, a churrasqueira estava sempre acesa.
Este ano, enfrentei uma grande dificuldade, mas a ajuda dos meus irmãos da célula me fez perceber o cuidado de Deus em minha vida. Recebi uma quantia em dinheiro e comprei carne moída. Minha esposa preparou uma macarronada e requentou arroz e feijão do dia anterior. Esse foi o melhor almoço do ano. Contrariando os princípios do evangelho da prosperidade, pude perceber que, mesmo na simplicidade, o "tudo o que tenho é teu" se fez plenamente real. Era o "tudo" de Deus para mim naquele momento.

Conclusão!

O convite final
A parábola termina sem revelar se o irmão mais velho entrou ou não na festa. Mas hoje, o convite está aberto para você.
Deus preparou um banquete de amor e graça, cuidado e carinho. 
A Ceia do Senhor é a expressão desse banquete: é o amor de Deus por nós e a comunhão que Ele deseja que tenhamos uns com os outros. Não deixe de participar. Tudo está preparado, e o banquete é completo!

Vídeo do sermão:








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